Viajando com Bebês: tudo o que você precisa saber antes de voar com eles

Convenhamos: para viajar de avião rumo a qualquer destino que seja, é preciso um mínimo de planejamento. Quando se viaja com um bebê a tiracolo!

Você conhece as regras para solicitar o berço no avião e viajar com um conforto maior? Está por dentro das taxas que menores de 2 anos precisam pagar (mesmo que não paguem passagem)? Sabe o que é melhor priorizar na mala de mão do bebê em viagens como essas?

A seguir, trago algumas dicas-chave baseadas em minha própria experiência que vão ajudar muito quem pretende voar com seu bebê. Confira!

Taxas 

Créditos: Shutterstock

Crianças de até 2 anos incompletos pagam apenas as taxas de embarque das viagens aéreas dentro do Brasil. Entretanto, elas não têm direito a assento. Em voos internacionais, menores de 2 anos pagam um percentual da tarifa do adulto.

Berço: vale a pena?

Dependendo da quantidade de horas da viagem e do tamanho da criança, pode ser muito desconfortável para uma família viajar sem berço.

Na verdade, o berço nos voos foi pensando justamente para evitar atropelos e pequenas surpresas, deixando a viagem menos “caótica”. À primeira vista, pode até parecer “frescura”, mas o bercinho não tem a finalidade única de ajudar a criança a dormir. 

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Eu, por exemplo, já passei perrengue viajando com as crianças sem berço por horas sem ter onde colocar meu braço que não fosse para apoiar a cabecinha de um deles. 

O berço nesse sentido é um poderoso aliado não só para aliviar seus braços, mas para ajudar a trocar a fralda e deixar tudo organizado nesse espaço que é só da criança. Ali, o bebê também pode brincar e se sente muito mais confortável. Conclusão: no fim, o berço pode sim amenizar o cansaço das longas horas de voo. Sem ele, chega-se ao destino completamente acabada e com muita dor nas costas!

Requisitos para berço por cia aérea

A primeira coisa para se ter atenção ao solicitar o berço é ao fato de que só é permitido para quem compra os assentos preferenciais, que têm espaço suficiente para colocá-lo logo em frente. 

Como tudo no transporte aéreo, existem muitas outras regras para a utilização do berço de acordo com a companhia. Uma delas é o peso e o tamanho da criança. Por exemplo: na Latam, o bebê precisa ter entre 10 e 15 quilos, e de 65 a 83 cm. Já na KLM, até 65cm; na Lufthansa até 83cm e na Air France, até 70cm. 

A Azul não tem a opção de berço, mas a criança no colo dos pais só paga a taxa de embarque. Já nas cias internacionais, é possível achar a opção do berço em quase todas.

A idade máxima é de 2 anos, e independente do tamanho da criança, ela precisa ser respeitada. 

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O acessório pode ser solicitado até 48 horas antes da data da viagem, e em algumas companhias, essa possibilidade só existe para a classe econômica, não se aplicando à executiva.

A GOL também disponibiliza uma cadeirinha para crianças de até 25 kg, que deve ser solicitada 7 dias antes da data da viagem. Mas é possível também levar sua própria cadeirinha, bastando entrar em contato com a central para verificar se ela segue as especificações necessárias.

Vale lembrar que, independente da cia aérea, a passagem para criança de colo deve ser emitida junto com a de um adulto responsável, e somente depois da compra feita é que se pode fazer a solicitação.

Uma coisa que só descobri quando precisei é que as crianças têm direito a despachar uma bagagem de até 10 kg em voos internacionais (sugiro sempre conferir antes com a companhia aérea que estiver viajando!)

Como funciona o berço

Para maior comodidade dos passageiros, toda a colocação e retirada do berço é feita pelo comissário de bordo. 

O berço tem seu próprio cinto de segurança. Em casos de extrema turbulência, decolagem e aterrissagem, ele é recolhido e os pais recebem um outro cinto diferente para acoplar ao seu e viajar com a criança no colo. Ou seja, é bem seguro anyway.

O que levar na mala de mão do bebê?

A menor quantidade de coisas possíveis! Depois de ter passado alguns sufocos em voos com os meninos, hoje levo 2 mudas de roupa para o menor e 1 muda de roupa para os mais velhos. Kit farmácia com antitérmico, termômetro, descongestionante nasal e colírio é essencial! Leve um analgésico também como SOS.

Um problema comum que atinge as crianças menores de 2 anos nos voos é a pressurização – portanto, ofereça líquidos para que os ouvidos não sofram tanta tensão e doam menos. Se estiver amamentando, é uma boa opção dar de mamar na hora aterrissagem e da decolagem.

Para o voo, levo também outras coisas, como carrinho desmontável (principalmente aqueles da Yoyo que embarcam como mala de mão), papinhas e fraldas, além daquele canguru/Baby sling. A coisa de ter o baby bem justinho ao corpo me dava a sensação de que ele chegava sentindo menos o fuso e a viagem. Também é bom levar um travesseiro, bicho de pelúcia ou um brinquedo que tenha o cheirinho deles para amenizar. 

É claro que conforme eles vão crescendo, vamos levando menos coisas e a adaptação nos lugares vai ficando mais fácil. 

Atualmente, meus meninos viajam se divertindo com o iPad, com joguinhos  eletrônicos e até mesmo com os filmes e entretenimento do avião.

O ideal é sempre viajar da maneira mais confortável para que eles, independente da idade, sintam menos desconforto possível e se divirtam cada vez mais!



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