Ahh, Jeri! Nossa visita a esse inesquecível oásis formado por dunas e lagoas

Não há como não se encantar pela paisagem de um dos destinos mais procurados do Brasil.

Que atire a primeira pedra quem nunca viu uma foto das redinhas de Jeri e não morreu de vontade de se espreguiçar e simplesmente se esquecer da vida bem ali, deitado na lagoa! Posso dizer que a quantidade de letras contidas na palavra Jericoacoara é proporcional à beleza desse pedacinho de paraíso localizado no Estado do Ceará. Dizer que é bonita é pouco para caracterizá-la! 

A verdade é que este tipo de lugar agrada a todas as idades. Saí de lá ouvindo de um de meus filhos a seguinte frase: “Mãe, essa foi uma das melhores viagens que já fizemos!” E eu, fiquei com aquela sensação de conforto e gratidão por ter feito a escolha certa!

Por que Jeri?

É claro que receber bem as crianças é sempre um requisito básico nas cidades em que visito. Mas, no caso de Jeri, o que realmente nos ajudou a tomar a decisão passar o feriado lá foi o fato de, agora, existir voo da Azul saindo de BH e Campinas, e também da GOL saindo de Guarulhos e Recife direto para o aeroporto de Jeri, que fica a apenas 40 min da cidade. Ou seja: agora, é só pegar um voo de qualquer lugar do Brasil, parar em uma dessas duas cidades e de lá, seguir em frente.

Se não fosse isso, teríamos que pegar um voo de 3h30 do Rio até Fortaleza, e depois um transfer de lá até Jericoacoara, que duraria em torno de 5 horas: para nós, que moramos no Rio, um trajeto muito longo para passar apenas um feriado.

Um cantinho especial

Eu diria que Jericoacoara – ou Jeri, para quem chega e já se sente íntimo – é meio mágica, porque nunca fui em um lugar em que o chão é todo de areia. Quando se passeia no meio da cidade, a sensação que eu tinha é que estava andando no meio das dunas.

Já tinha ido a Jeri há cinco anos, e pude notar como a cidadezinha mudou e se modernizou. Porém, sem perder sua essência de cidade caiçara: o clima de beira de praia continua, só que agora com mais infra.

Além do clima pacato e todo especial, a cidade é conhecida por suas dunas e lagoas de água doce, que se formam na época das chuvas e permanecem o ano todo ou até mesmo por alguns anos. Todas têm areia fina e, algumas, águas cristalinas, como a famosa Lagoa do Paraíso.

Recomendo muito tirar um dia para visitar a praia principal, mas nos outros dias, saia para conhecer o restante das praias. Uma cena típica da paisagem de Jeri são os burrinhos que se vê conforme segue em direção aos passeios. As crianças adoravam, pois parecia um zoológico a céu aberto.

A cidade é um convite para praticantes de esportes ligados ao vento, como windsurf e kitesurf. O último é muito comum na praia do Preá, que venta bastante – um prato cheio para quem está em busca de bastante adrenalina!

Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a Duna do pôr-do-sol. Assistir o cair da noite com o astro-rei se recolhendo é tipo um presente da natureza elevado à enésima potência, porque só quem vivencia sabe o quanto aquela energia é contagiante! Lá, ainda tem a opção de descer a duna de esquibunda, ou seja: tem muita coisa para fazer e se divertir!

Para aqueles que gostam mais de se exercitar, a praia central tem a areia dura, que permite andar de bicicleta e correr. Há quem opte também por passeios a cavalo no local.

O único inimigo ali pode ser o vento – mas é bom que o esforço acaba sendo maior para queimar a quantidade de calorias que se consome nos belíssimos restaurantes que se instalaram por lá. Aliás, comemos muito bem nos que fomos, com sua culinária cada vez mais aprimorada e deliciosa!

A cidade

De dia faz calor, o que te impulsiona a procurar uma praia, piscina ou lagoa mais próxima. À noite, tem o centrinho, que é um charme à parte: suas lojinhas, restaurantes, bares, sorveterias e quiosques que ficam abertos noite adentro.

A pracinha, que fica bem no meio, é onde a criançada se encontra para brincar pra valer. Seja de esconde-esconde ou de pique-pega, elas podem se esbaldar à vontade: a cidade quase não passa carro porque somente veículos autorizados podem circular pelo local. Assim, fica mais fácil de deixar as crianças livres e soltas sem se preocupar!

Taxa de preservação

Uma novidade é que, de 2017 para cá, quem se hospeda em Jeri precisa pagar uma taxa para entrar na cidade no valor de R$5 por dia e por pessoa. Isso porque a cidade está em uma área que é um parque ambiental e está sob responsabilidade do ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o mesmo que administra o Parque Nacional Marinho de Noronha. Essa taxa pode ser paga com antecedência pela internet.

Quando ir a Jeri?

Em Jeri, faz calor o ano todo como em qualquer lugar no Nordeste; mas de julho a dezembro é a melhor época, já que a possibilidade de chuva diminui.

As lagoas ficam cheias até outubro; a alta temporada começa justamente em julho, se arrastando até o final do ano com os ventos que atrai muitos turistas principalmente de agosto a novembro para fazer kitesurf. Consequentemente, é a época mais cara também.

A época de chuvas vai de março a junho, o que eles chamam de “inverno”, mas lá é difícil chover o tempo todo. Eu arriscaria ir se só tivesse essa época disponível. Sem contar que lá não faz frio, já que a média nessa época é de 25 graus. Muitas vezes, o que acontece nessa época é dos dias ficarem mais nublados; porém, o custo x benefício melhora, já que a cidade fica bem mais vazia e os preços mais acessíveis.

Janeiro e julho são meses mais procurados, assim como os períodos de Carnaval e Ano Novo por causa das férias escolares. Julho, porém, ainda tem mais vantagem, porque como é o período de final das chuvas, as lagoas estão cheias. Entre meados de junho e agosto, o sol se encaixa perfeitamente na Pedra Furada! Seja qual época você escolher, irá se deparar com um cenário incrível!

Como Chegar em Jeri

Como disse lá em cima, desde 2017 é possível acessar a cidade através de avião vindo de SP Guarulhos e Campinas,  BH e Recife. Nesse caso, ao chegar no aeroporto, são mais 40 minutos até a cidade que podem ser feitos com:

  1. Transfer privativo: no nosso caso, pegamos o da Jericoacoara transfer (88) 88786507 e pagamos R$350 reais no carro para 5 pessoas. Porém, a empresa que realizou todos os nossos passeios de bugre e que recomendo muito faz esse transfer. É a Trilha maluca ( 88) 96162057.
  2. Transfer compartilhado: é oferecido pela CooperJeri no próprio aeroporto.

Para quem vem de carro de Fortaleza, pode alugar um carro ou pegar um transfer 4×4 pelos 280km de estrada que separam uma cidade da outra, que é o jeito mais rápido. Essa viagem leva entre 4 horas a 4 horas e meia.

É possível também tentar fazer transfer compartilhado, e nisso, a maioria das pousadas pode ajudar. E ainda existe também a opção de ônibus, que sai do próprio aeroporto.

DICA DA MAMÃE VIAJANTE

Não recomendo ir para Jeri pelas praias como muitos transfers oferecem, pois a paisagem da costa é toda praticamente a mesma e vai demorar muito mais tempo.

 

Hospitais em Jeri

Não tem hospital por lá, apenas uma UPA para casos de emergências, que fica na Rua dos Coqueiros, 300. Em Jijoca, tem um centro médico mas o serviço é limitado. Se for algo mais grave mesmo, é preciso ir até a cidade de Sobral, a maior cidade mais próxima de Jeri.

Nossa viagem por Jeri está apenas começando. Vem com a gente que tem muito mais sobre esse pedaço de paraíso: confira o que fazer em Jericoacoara e comece agora o seu roteiro tropical em família!

 



Comentários