O que fazer na Amazônia

Trilhas, focagem de jacarés e visita a comunidades ribeirinhas são apenas algumas das opções!

Preparados para viver uma aventura como em nenhum outro lugar do mundo? Pois é essa a sensação de desbravar a nossa maravilhosa Floresta Amazônica! Antes de escolher esse destino, muitas pessoas me perguntaram se não era uma viagem sacal, se não ficaríamos entediados…

Eu confesso que faltou foi tempo para fazer todas as atividades porque as atividades são inúmeras! Só a lista do que fizemos foi bem longa: ver o encontro dos rios Negro e Solimões, focagem de jacarés, caminhar pela floresta e identificar as plantas comestíveis e medicinais, contemplar o nascer do sol, bater papo sobre as tradições ribeirinhas, fazer piquenique na mata e até visitar a casa de um morador da floresta que ensina a fazer farinha de mandioca!

A seguir, vou listar cada passo do que fizemos. Lembrando que fomos guiados pela super atenciosa equipe do Juma Amazon Lodge, que conta com guias e passeios já inclusos na estadia. Pelo hotel, os tours são em grupo, mas existe a opção de pedir privado também.

Desbravando a Floresta Amazônica: Dia 1

A Amazônia, de uma forma geral, é o tipo do programa para quem curte acordar cedo. O jantar e o café são sempre servidos nos mesmos horários, das 19h às 20h e das 7h às 8h, e eles são bem rigorosos com isso.

No segundo dia depois de chegarmos, acordamos, tomamos um bom café e fomos fazer nossa primeira trilha. Para chegar lá, pegamos uma lancha que nos deixou logo no início dela.

Tem sempre um guia na frente e um atrás que nos explicam tudo e todos os cuidados que temos que ter, como não encostar em nenhuma árvore por causa dos espinhos, prestar atenção onde pisamos, etc.

Neste dia, estava chovendo e o guia nos alertava para ter cuidado com as cobras por causa do tempo úmido. Realmente é muita aventura. Nessa trilha, que foi relativamente curta (40 minutos aproximadamente), o João pediu colo logo no início, o que tornou o caminho muito cansativo. Mas, no final, os meninos viram e aprenderam tanta coisa com a nossa floresta e com toda a fauna e flora que valeu muito a pena.

Conhecemos as formigas que quando nos picam mudam o cheiro da pele para disfarçar dos animais. Demos de cara com folhas que curam bronquite e dor de cabeça. Vimos a árvore que tem um pó que parece pólvora…

Quando acabamos a trilha, a lancha estava lá nos esperando para nos levar de volta para o hotel. Ao chegar, ainda pudemos curtir um pouco da piscina do hotel antes de começar o próximo passeio.

Ao meio-dia, eles servem o almoço com várias iguarias e comidas típicas do local. Após o almoço, pegamos outra lancha novamente com duração de 45 minutos e fomos pescar piranhas.

Os guias levam carne crua, já que elas são atraídas pelo cheiro das mesmas – sendo assim, fica fácil pescar. Logo após a pesca, elas são devolvidas para o rio. O sol saiu no final da tarde e ainda tivemos a oportunidade de, na volta, apreciar o pôr-do-sol. Os guias, como sempre, dão uma aula de cultura na selva.

Desbravando a Floresta Amazônica: Dia 2

No dia seguinte, levantamos da cama cedo e nos preparamos para uma trilha mais longa, em torno de 3,5 km, para conhecer uma outra parte da floresta. Também acessamos este lugar de lancha, e nessa caminhada o João andou mais um pouco. Porém, por ser longa, tive que levá-lo comigo por mais de 1 hora no colo – ou seja, minha coluna foi para o espaço!

Uma coisa que me chamou muita atenção foi o tamanho das árvores. Eram tão grandes que nem 5 pessoas  abraçando era suficiente para fazer um círculo fechado. Me senti, literalmente, uma formiga na terra de gigantes.

Depois de mais de 2 horas caminhando, veio a recompensa de chegar e ter um churrasco organizado para os hóspedes com direito a cerveja gelada, muita água e aquela linguicinha para dar aquela bossa no cardápio!

O cheiro do churrasco dava para sentir bem distante. E que infra deliciosa o hotel montou para receber todos! Nunca tínhamos comido em um lugar como aquele, bem no meio da floresta!

Logo após, fomos fazer um passeio de canoa pelos arredores do hotel, que foi muito interessante: remando bem devagar, conseguimos ver muitos botos e pássaros pelo caminho. As crianças não sabiam para onde olhar, mas de qualquer forma, o calor era intenso e a vontade de se jogar naquele Rio era bem grande!

À noite, tivemos a oportunidade de fazer o passeio mais esperado que foi o da focagem de jacarés. Antes de sair, o guia explica que é muito importante estar em silêncio o tempo todo para que os jacarés não se assustem.

Depois de alguns minutos, o guia conseguiu pegar um jacaré baby para nos mostrar. Tiramos foto com ele (com o guia sempre segurando pelo pescoço), e depois ele foi devolvido para o rio novamente.

Esse passeio dá aquela sensação de adrenalina e muita emoção, porque nunca se sabe quando eles podem aparecer! Só é possível ver um monte de olhinhos brilhando, ou seja, você sabe que o perigo mora ao lado, mas só percebe quando está lá no meio do passeio!

Uma coisa muito legal que nosso guia fez foi após o programa foi deixar a lancha desligada por uns 10 minutos e nos dar a oportunidade de contemplar aquela noite silenciosa. Só conseguíamos ver os olhos do jacarés brilhando e a sombra das árvores refletindo no rio. Essa experiência nos deixou realmente conectados com o local e, acredite: até as crianças conseguiram!

>> Deu vontade de conhecer esse destino juntinho com a família? A Nath e a Travel Place preparam um roteiro na medida certa para vocês fazerem a viagem dos sonhos!

Desbravando a Floresta Amazônica: Dia 3

Na programação do dia seguinte, tínhamos agendado de ir ver o nascer do sol. Mas como a partida estava agendada para as 5h30 e tínhamos feito uma trilha pesada no dia anterior, achamos que seria muito cansativo para os meninos. 

Outro programa muito legal que fizemos foi visitar a casa de um caboclo. São oessoas que produzem o que comem em uma comunidade ribeirinha muito humilde. Eles nos ensinaram a fazer farinha de tapioca e nos receberam com um belo caldo de cana!

As filhas do dono da casa produzem artesanato local para vender aos turistas. Lá, todos se ajudam, e o mais legal é mostrar essas diferentes realidades para as Kids.

Quando ir a Amazônia com crianças vale a pena?

Com certeza a Amazônia é muito rica, e crianças a partir de 3 ou 4 anos já conseguem entender e amam ver os bichos.

Porém, por ter muita trilha e muitos programas de aventura, acredito que o ideal é ter pelo menos uns 6 anos para aproveitar melhor e não deixar os pais com tanta dor na coluna de ter que carregá-los no colo durante os passeios.

Também não fizemos todas as atividades. Como por exemplo, a escalada da árvore que dá muita adrenalina só de ficar pendurado em suas copas para ter uma visão da floresta por outro ângulo. A empresa Amazon Tree Climbing promove essa aventura incrível junto com o hotel.

Outro passeio que as pessoas que ficam mais noites conseguem fazer é a caminhada noturna, onde se consegue ver outras espécies de animais. Esse é o momento que eles emitem mais sons.

Também tem uma última opção que é pernoitar na floresta com toda infraestrutura. Já imaginou a adrenalina?

Seja qual for o programa, eu te asseguro que se você vai à Amazônia, pode ter certeza que sairá de lá com mil histórias incríveis para contar!



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